segunda-feira, setembro 24, 2007

180

Não encontro sentido para a vida
Suponho que nunca encontrarei
O meu cepticismo aumenta
Sei que nunca entenderei

O porquê do ferir sem razão
Do apunhalar com olhos de prazer
O magoar com satisfação
O desprezo pelo outro ser

Todo o meu mundo gela
Enquanto o meu sangue o tinge
Mostro o meu interior glaciar
E a amargura que me atinge

Sangro o pouco que resta em mim
Sigo o meu destino dormente
Marco com lágrimas o caminho
Do viver que se tornou indiferente

Peço um fim breve à vida
Que termine com o que sou
Embora não saiba o que é
Sei que há muito se esgotou

CH 24/09/07


1 comentário:

patricia disse...

Ainda hás-de ser feliz...!